Aquele dia estava nublado. Meu pressentimento sempre foi mais forte, eu sabia que algo estava errado. Tu não me enviou mensagem de bom dia, sequer respondeu minha mensagem. Mas, sem exageros, não foi por isso. Foi de uma hora pra outra, tu começou a ficar assim. Meu abraço já não era capaz de aquecer aqueles jeitos frios quando estávamos perto.
Eu não percebi de primeira, mas depois vi que teus olhos já não brilhavam como antes. Ainda não sei se realmente todas aquelas desculpas são verdadeiras. Eu necessitava que tu tirasse os olhos do computador, ou que parasse com a tua mania de ficar calado e percebesse que eu estava do teu lado precisando de ti e que por tua culpa tudo estava indo por água a baixo.
Nós dois sempre fomos unidos, sempre compartilhamos fatos e risadas um com o outro. Eu tentava acreditar na possível forma de que toda aquela turbulencia fosse verdade apenas na minha imaginação. Que depois que eu acordasse, iamos tomar um café escultando aquele seu disco do The Smiths. Um filme se passava pela minha cabeça, desde o dia que te conheci, comparando tudo o que vivemos com o quê estava acontecendo.
Eu estava começando a me sentir sozinha mesmo estando ao teu lado. Cada vez longe do que planejando, a cada dia estavamos menos intimos. A escassez de assunto veio á tona, os beijos não tinham mais aquele entusiasmo. Tu sabias que de todos, tu foi o que eu mais amei, é por isso que doía mais ainda. Eu não poderia te deixar ir assim...
Então você disse que não dava mais. Apenas isso. Eram exatamente 03:00 da madrugada. Eu lembro. Foi então que aquele filme passou de novo na minha cabeça, ainda mais forte e com um fim que eu jamais imaginaria. Mas, eu te deixei livre. Aceitei tua escolha. Sim, eu poderia ter ido atráz de ti como uma louca, mas eu decidi que não iria te colocar acima de mim novamente. Não vou ser hipócrita dizendo que não sofri, pois aqueles dias foram sofridos demais.
Ele disse adeus.
Eu segurei o choro e o desejei sorte.

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