Não, não tem como juntar as velhas lembranças e jogá-las naquela última gaveta do armário, naquela que as coisas geralmente se perdem por lá. E, mesmo se isso fosse possível, essas iam ser as "futilidades" que você mais lembraria. O fato é que a vida deixa levar as coisas negativas e aí restam as coisas positivas. Aquele abraço, o perfume, o gosto do beijo, a textura da pele. Cruel, né?
Mas é aquele velho clichê: o tempo é o melhor remédio. Lembra quando você esperava ansiosamente pelo dia em que você iria retirar os aparelhos dos dentes, pelo dia em que você iria poder usar saltos? E parecia que iria ser uma eternidade, mas finalmente aquele dia chegou.
Mesmo tentando deixar ir, passar 24 hs pensando no que aconteceu, tomar banho com gosto de lágrima, é normal.
A gente não percebe, mas passa tão rápido, tudo vai se transformando em vapor, e a cada dia que passa, sem causar dor, a cada dia que passa um pedacinho do nosso corpo -e do nosso coração- vai se recuperando.
E assim é esquecer alguém, como uma borracha, que apaga todo aquele desenho, todos aqueles sentimentos, aquela história. E depois é como se aquilo tenha obrigação de fazer parte do livro da nossa vida, porém vai ser a menos importante pra nós.
Depois, a gente encontra a gente de novo. Com as feridas cicatrizadas, com um novo sorrisos, novas pessoas, novos lugares. E histórias. Talvez com novos amores. Com alguém que teve a maior paciência do mundo em remontar cada pedaço do teu coração.
A gente supera.

Nenhum comentário:
Postar um comentário